ALUNOS DE ALAGOAS TERÃO AULA "OBRIGATÓRIA" DE EDUCAÇÃO SEXUAL EM 2010
Carlos Madeiro
Especial para o UOL Educação
Em Maceió
Especial para o UOL Educação
Em Maceió
As aulas de ciências na rede estadual alagoana não serão mais as mesmas. Em março, garotas e garotos do 6º ao 9º anos vão aprender e perguntar sobre sexo dentro da sala de aula, durante as aulas da disciplina. O Estado de Alagoas se tornou o piloto de um projeto que inclui a educação sexual no currículo. Segundo o governo estadual, 83.427 estudantes serão beneficiados.
A inclusão do tema sexo agradou os estudantes. "Acho que vai ser interessante. Só quem conversa comigo sobre isso são minhas amigas, mais ninguém", conta a aluna do 7º ano de uma escola em Maceió, Eliane Siqueira, de 12 anos. Ela afirma que os pais nunca conversaram sobre sexo com ela.
O jovem Eduardo Lins, de 13 anos, também acredita que a iniciativa vai trazer conhecimentos importantes para a vida dele. "É bom, principalmente porque será dito às meninas também. Aí elas vão saber que não tem nada de errado em namorar", comemora o aluno do 7º ano que garante já ter ficado com colegas de classe.
"Vamos ensinar os conceitos mínimos da orientação sexual, como os papéis de meninos e meninas dentro desse processo. Esperamos que, com as aulas, eles tenham noção do corpo e de prevenção e assim entrem no ensino médio com índices de gravidez e DST [doenças sexualmente transmissíveis] bem menores dos que são registrados hoje aqui no Estado", afirma Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan.
A inclusão do tema sexo agradou os estudantes. "Acho que vai ser interessante. Só quem conversa comigo sobre isso são minhas amigas, mais ninguém", conta a aluna do 7º ano de uma escola em Maceió, Eliane Siqueira, de 12 anos. Ela afirma que os pais nunca conversaram sobre sexo com ela.
O jovem Eduardo Lins, de 13 anos, também acredita que a iniciativa vai trazer conhecimentos importantes para a vida dele. "É bom, principalmente porque será dito às meninas também. Aí elas vão saber que não tem nada de errado em namorar", comemora o aluno do 7º ano que garante já ter ficado com colegas de classe.
"Vamos ensinar os conceitos mínimos da orientação sexual, como os papéis de meninos e meninas dentro desse processo. Esperamos que, com as aulas, eles tenham noção do corpo e de prevenção e assim entrem no ensino médio com índices de gravidez e DST [doenças sexualmente transmissíveis] bem menores dos que são registrados hoje aqui no Estado", afirma Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan.
Evitar a gravidez na adolescência é um dos objetivos da iniciativa |
Projeto "Quebra Tabu"
O projeto "Quebra Tabu" é desenvolvido pelo Estado em parceria com Instituto Kaplan, que disponibiliza os técnicos para capacitação. Já a Secretaria de Estado da Educação indica os professores e paga as despesas dos profissionais como hospedagem, alimentação e transporte.
A princípio, 60 escolas começaram a implantação do processo, com a fase de capacitação dos professores e coordenadores pedagógicos. Até março, os alunos já devem receber as primeiras aulas.
Maria Helena Vilela afirma que o projeto tem como diferencial a inclusão do tema sexo diretamente no currículo da disciplina. "Não será uma coisa à parte, como normalmente é feito. Os professores de ciências ficarão responsáveis por ministrar o tema durante o curso normal da disciplina", diz.
Segundo Vilela, a ideia é abordar o assunto sob três vertentes: o corpo, a relação de gênero e a prevenção. Cada escola vai receber materiais lúdicos e educativos para ajudar no aprendizado.
A princípio, 60 escolas começaram a implantação do processo, com a fase de capacitação dos professores e coordenadores pedagógicos. Até março, os alunos já devem receber as primeiras aulas.
Maria Helena Vilela afirma que o projeto tem como diferencial a inclusão do tema sexo diretamente no currículo da disciplina. "Não será uma coisa à parte, como normalmente é feito. Os professores de ciências ficarão responsáveis por ministrar o tema durante o curso normal da disciplina", diz.
Segundo Vilela, a ideia é abordar o assunto sob três vertentes: o corpo, a relação de gênero e a prevenção. Cada escola vai receber materiais lúdicos e educativos para ajudar no aprendizado.
Temas
Para cada ano, as aulas terão focos diferentes. No 6º ano, por exemplo, a puberdade será o assunto principal. "A gente trabalha aí a mudança do corpo. Os professores devem abordar também o que se espera de meninos e meninas nessa relação, e sobre a higiene dos órgãos sexuais. É preciso, antes de qualquer coisa, que eles tenham gosto em se cuidar", ressalta.
No 7º ano será a vez de falar sobre a reprodução humana. "Na questão corpo, abordamos a função dos órgãos reprodutivos e explicamos que são os espermatozóides, nos meninos, e a menstruação, nas meninas. Nessa época eles iniciam um período de diversão com o corpo, mas é preciso responsabilidade", afirma Vilela.
Com a chegada da adolescência, a relação sexual é o foco do 8º ano. "Orientamos sobre a decisão da primeira vez, o comportamento do corpo nesse momento, já que a primeira relação sexual pode doer, sangrar, o menino pode saber se ela é virgem. Têm também os componentes que ajudam e dificultam a relação, além de trabalhar os métodos contraceptivos, porque eles não transam para reproduzir, mas sim para se divertir", diz.
Por fim, no 9º ano, é a hora de prevenir as doenças e gravidez na adolescência. "E aí entra a negociação do uso da camisinha. Abordamos desde a importância da prevenção até a sua correta da colocação", complementa Vilela.
No 7º ano será a vez de falar sobre a reprodução humana. "Na questão corpo, abordamos a função dos órgãos reprodutivos e explicamos que são os espermatozóides, nos meninos, e a menstruação, nas meninas. Nessa época eles iniciam um período de diversão com o corpo, mas é preciso responsabilidade", afirma Vilela.
Com a chegada da adolescência, a relação sexual é o foco do 8º ano. "Orientamos sobre a decisão da primeira vez, o comportamento do corpo nesse momento, já que a primeira relação sexual pode doer, sangrar, o menino pode saber se ela é virgem. Têm também os componentes que ajudam e dificultam a relação, além de trabalhar os métodos contraceptivos, porque eles não transam para reproduzir, mas sim para se divertir", diz.
Por fim, no 9º ano, é a hora de prevenir as doenças e gravidez na adolescência. "E aí entra a negociação do uso da camisinha. Abordamos desde a importância da prevenção até a sua correta da colocação", complementa Vilela.
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